segunda-feira, 18 de abril de 2011

Noite fria noite!...

Caminhava eu pela noite vazia,
nesse frio e garoa a me molhar,
mas não importa o quão frio sentia;
porque na alma ainda sentia sua presença.
Sim, não importa o quaõ frio esteja,
seu calor, do seu coração me aquece.
Tua boca me passa a paixão e o lamento,
de não estar perto dela.
Seu abraço é ainda mais sentido
nessa fria noite.
Ahhh seu corpo junto ao meu,
numa volúpia de prazer e de amor sem fim.
Pelo dia, pela noite, sempre tem esse sabor.
Se nós invejam? Certamente!
Pouco me importo com isso, quero mais
é que sirvamos de exemplo.
Essa chave que carregas, e que sempre a usa,
para abrir meu coração, para nele fazer
tua morada, é o que me importa realmente.
Na fria noite, silenciosa, sinto ainda 
mais sua falta.
Teu sorriso lindo, e gentil,
me faz falta agora.
Mas também tenho a certeza que
na próxima noite, seu calor, teu amor,
me embalarão.
Quero teu colo, tua boca, teu amor.
Como sei que quer o meu.
Lá fora, o frio continuará como dantes,
mas não em nosso abrigo, nosso ninho.
Vem e esqueça a garoa e o frio que nos
enregela por dentro.
A partir de hoje, nossa alma sempre estará
aquecida pelo nosso amor.

Carlos Almo - 18.04.2011)

2 comentários:

manuel marques disse...

Bonito poema.

Santa Páscoa .

Beijo.

Carlos Almo disse...

"E de te amar assim, muito a amiúde, é que um dia de repente hei de morrer de amar mais do que pude." (Vinicius de Morais)

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